terça-feira, 21 de junho de 2016

Conheça plantas e raízes medicinais que curam

Desde os tempos mais remotos, as plantas sempre estiveram presentes na vida do homem. A utilização dos vegetais com fins terapêuticos é anterior ao desenvolvimento da ciência. Cada povo possui sua própria listagem de ervas medicinais, geralmente plantas comuns no território em que habitam, cujas aplicações são transmitidas através de gerações. Nas tribos indígenas, por exemplo, o pajé, uma das maiores autoridades depois do cacique, nada mais é que um profundo conhecedor dos segredos do mundo vegetal, um curandeiro naturalista.

Mais cuidado! apague a crença de que tudo que é natural não faz mal. "As plantas necessitam de recursos químicos para se defender, como alguns alcaloides, que, por serem amargos e tóxicos, afastam predadores, ou óleos essenciais, que atraem aves para a polinização", exemplifica a farmacêutica Ivana Suffredini, da Universidade Paulista, na capital. "Assim como algumas dessas substâncias podem atuar positivamente no organismo humano, outras provocam sérios danos", alerta.

Outra confusão que precisa ser desfeita é usar os termos plantas medicinais e fitoterápicos como sinônimos. "Fitoterápicos são remédios, que passam por uma rigorosa avaliação de segurança e eficácia em seres humanos, com uma concentração de ativos padronizada, o que nem sempre ocorre com as folhas para o preparo de chás", diferencia a geriatra especializada em fitomedicina Rita Ferrari, de São Paulo.

Não quer dizer que a população tenha de abandonar as infusões, respeitando-se algumas medidas de cautela. Com o respaldo de investigações sérias e de anos de uso popular registrados, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma lista de 66 espécies eficazes, com suas respectivas indicações de uso. As plantas mencionadas nesta reportagem aparecem nessa relação e são rotuladas como drogas vegetais. "Esses chás devem ser consumidos somente para alívio de sintomas agudos, sem ultrapassar 30 dias. A utilização prolongada exige o acompanhamento de um médico ou nutricionista", esclarece Boorhem.


PLANTAS E RAÍZES QUE CURAM


1. ACACIA

A Acácia pertence à família das Leguminosas Mimosídeas. Seus ramos são fortes e suas flores muito perfumadas. É através de incisões no tronco dessa planta, originaria da África do Sul, que se extrai a goma arábica, uma substância densa e pegajosa. A Acácia é recomendada para o tratamento de problemas intestinais, queimaduras, sendo indicada ainda para uso veterinário, uma vez que constitui
um excelente remédio para nefrite canina.


2. ALECRIM

Segundo as crendices populares, o alecrim é uma planta que ajuda a espantar o “mau olhado”, a inveja. Mas essa planta, que pertence à família das Labiadas, tem ainda inúmeras funções terapêuticas. É indicada, entre outras coisas, para o tratamento de abscessos, asma, bronquite e reumatismo.

O alecrim apresenta caule lenhoso, com folhas pequenas e finas. Suas flores são azuladas, possuindo também frutos. Esta planta exala um perfume forte, por isso é utilizada pela indústria de perfumes. Uma outra propriedade importante do alecrim é a de estimulante, dando força e vigor às pessoas com fraqueza e exaustão devido a atividades físicas e intelectuais.

Atua, também, no combate  à depressão. No cérebro, a planta inibe a degradação dos neurotransmissores serotonina, dopamina e noradrenalina, responsáveis pela sensação de bem-estar.

Modo de preparo: colocar 1 colher de chá de erva por xícara de água fervente. Tomar de 3 a 4 xícaras ao dia.

3. BOLDO-DO-CHILE 

A espécie não é aquela com textura aveludada, que os brasileiros costumam colher no jardim - e sim outra, proveniente do Chile, que de fato ajuda na digestão, como comprovou o levantamento realizada na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior paulista. "A boldina, principal componente do vegetal, estimula a secreção da bile, substância produzida pelo fígado que atua na digestão de gorduras", confirma o biomédico João Ernesto de Carvalho, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas e Biológicas da Unicamp.

4. CARQUEJA

"Assim como o boldo, a carqueja favorece a produção da bile, facilitando a digestão", conta Carvalho. Não para por aí. Há registros de redução das taxas de açúcar no sangue, além de propriedades anti-úlcera e anti-inflamatórias, que auxiliariam no tratamento de artrites.


5. ALFAVACA

Pertencente à família das Labiadas é uma planta herbácea(erva), originária dos países com clima tropical, a exemplo do Brasil. A Alfavaca é aromática e pode ser muito útil na cozinha para a preparação de molhos e sopas, conferindo um paladar especial ao prato. Quando dessecada conserva
intacto o seu perfume.

É uma planta anual (que só cresce em determinadas épocas do ano). Apresenta-se com uma haste reta, suas folhas são verdes e brilhantes, um tanto carnosas. Para a preparação de medicamentos são utilizadas suas folhas frescas ou secas.

É conhecida ainda pelos seguintes nomes: manjericão-defolha-larga, manjericão-dos-cozinheiros, erva-real, remédio-de-vaqueiro etc.


6. ALFAZEMA

Esta talvez seja uma das plantas aromáticas mais populares de nosso pais. Sua origem, entretanto, é europeia. Pertence também à família das Labiadas. É um arbusto perene, isto é, que não precisa ser replantado, cuja altura varia entre 50 cm a 1 m. Suas folhas são longas e finas, cobertas por uma lanugem esbranquiçada, distribuídas em vários ramos. As flores são azul-violeta, reunindo-se em
glomérulos com a forma semelhante a uma espiga.A alfazema é indicada para os casos de nevralgia, excitação nervosa, insônia, vertigens, laringites, entre outras aplicações, além de sua utilização na perfumaria. Para a preparação de medicamentos, utilizam-se suas flores, que devem ser dessecadas ao ar livre e à sombra.


7. ALTEIA

Pertencente à família das Malváceas, a Altéia é uma planta perene (que não precisa ser replantada). Seu caule é reto e pode atingir a altura de dois metros. Suas flores possuem cinco pétalas e as folhas são ovais, cobertas por uma lanugem prateada que dá a elas uma coloração prata. É também conhecida como malvaísco ou malvarisco.

A Altéia pode ser usada como laxante, calmante, diurético e expectorante. Esta planta se adapta bem a terrenos úmidos e pantanosos.

8. GUACO

Muito utilizadas por aliviar sintomas de bronquite, asma e tosse, as folhas de guaco têm efeito paliativo para casos agudos de doenças respiratórias. 

9. ESPINHEIRA-SANTA

Há séculos empregada pela população em forma de chás, a planta atenuaria azia e mal-estar estomacal.

10. BARBATIMÃO

O Barbatimão possui substâncias de grande potencial cicatrizante. Por isso, tornou-se alvo de interesse do laboratório Apsen, que, após 17 anos de pesquisas, lançou uma pomada à base de seu extrato.

11. ERVA-BALEEIRA

Seu óleo essencial é matéria-prima de um consagrado fito-medicamento fabricado pelo laboratório Aché: um creme anti-inflamatório de uso tópico, indicado para aliviar dores musculoesqueléticas e tendinites.

12. PASSIFLORA

É famosa por seu poder calmante, a folha do maracujá entra na fórmula de fitoterápicos e é receitada por especialistas no tratamento de ansiedade.

13. MELISSA

É indicada como calmante, combate à depressão, dores de cabeça, gases, perturbações gástricas, problemas circulatórios, pressão alta, insônia.

Modo de preparo: colocar 1 colher de chá de erva por xícara de chá de água fervente. Tomar de 3 a 4 xícaras ao dia.


14. BABOSA

É famosa por seu poder na cicatrização de queimaduras, ferimentos na pele, queda de cabelo, vulneraria e vermífuga.

Modo de fazer: colocar pedaços da polpa (parte interna da folha) sobre a região afetada, 3 vezes ao dia.

15. CAVALINHA

É indicada para as pessoas que tem problemas renais e obesidade.

Preparo: 1 xícara (cafezinho) de planta em um litro de água. Tomar 3 a 4 xícaras (chá) ao dia, para problemas renais. Para obesidade, tomar 1 copo em jejum e 2 copos meia hora antes do almoço e do jantar.

16. POEJO

O poejo é indicado contra a tosse, gripe, catarro, bronquite, cólicas menstruais, digestivo, calmante, gases

17. MIL-EM-RAMA

Muito utilizada como regulador da menstruação, cólicas menstruais, inflamações uterinas, problemas de estômago, intestino, rins, bexiga e fígado, hemorroidas, varizes, celulite, resfriado, catarro pulmonar, febre e resfriados.

Preparo: colocar 1 colher de chá de erva por xícara de chá de água fervente. Tomar de 3 a 4 xícaras ao dia.

18 - TOMILHO

Indicações: antiespasmódico, antisséptico, anti-helmíntico, para problemas do aparelho digestivo, de coqueluche e reumatismo.

Modo de preparo: 1 colher (chá) de sementes para cada xícara de água. Tomar 1 xícara (chá) de 2 a 3 vezes ao dia. Infusão das folhas, para uso interno: 10 g de folhas frescas por litro de água. Infusão das folhas, para uso externo: 40 g de folhas frescas por litro de água.

19 - FUNCHO

É indicada contra a má digestão, vômitos, enjoos, flatulência, cólicas intestinais, expectorante, estimulante, anti-inflamatório, purificante, estimulante da produção de leite materno (galactogogo), distúrbios urinários, bronquites e tosses, anorexia, tônico geral, problemas oculares: conjuntivite e inflamações, gengivite.

20 - SÁLVIA

É muito utilizada contra gripe, resfriados, vômitos, gases, inflamações da boca e da garganta, digestivo, tônico do coração, expectorante, diabetes.

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